Inteligência Artificial · 7 min
Character.AI pediu falência: o que aconteceu, o que muda para os usuários e por que a Disney quer comprar
A Character.AI, app de conversa com personagens de IA que já valeu US$ 1 bilhão, pediu recuperação judicial nos EUA em 12 de outubro de 2026. A Disney fez a primeira oferta, de US$ 20 milhões. Explicamos o que aconteceu, o que muda para os usuários e as lições para empresas que usam IA.
TL;DR
A Character.AI pediu recuperação judicial (Chapter 11) no Tribunal de Falências de Delaware, nos EUA, em 12 de outubro de 2026, para vender todos ou quase todos os seus ativos em leilão. A empresa foi avaliada em US$ 1 bilhão em 2023. No processo, estimou ativos e dívidas entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões. A Disney fez a primeira oferta (stalking horse): US$ 20 milhões por uma licença perpétua e não exclusiva de parte da tecnologia e da propriedade intelectual. Outros compradores podem cobrir o lance. O app continua no ar, as assinaturas seguem cobrando normalmente e os usuários podem exportar conversas ou apagar a conta. A venda deve terminar entre o fim de novembro e o início de dezembro de 2026; sem comprador, a plataforma será desligada. Causas: perda dos fundadores e pesquisadores para o Google em 2024 (acordo de cerca de US$ 2,7 bilhões), processos e investigações sobre a segurança de adolescentes e prejuízo estimado de US$ 8 a 9 milhões por mês. Em setembro de 2026, a Disney contratou o então CEO da Character.AI, Karandeep Anand, como seu primeiro CTO.

